domingo, outubro 16, 2011

Inícios

Não são lágrimas ainda...

São apenas sorrisos manchados de emoção, rubros olhares, afortunado sentir de agradecimento pelos mágicos momentos vividos.
Lembro-vos, sento-vos, amo-vos... Não serão nunca recordações; Serão pedaços de verdadeiro amor, de vida criada, de total entrega, estima invencível e de uma total liberdade de preconceito. Serão sempre a minha primeira casa neste novo mundo acordado.

Serão parte de uma família que carregarei enquanto me transportar. Serão sempre sangue do meu sangue, pares esculpidos em simultâneo pelas mãos da humanidade que nos restou.

Casa

E como a força e flexibilidade que são características de a quem pertence tal majestoso amparo, também as colunas que a suportam atingem quem lá passa com uma serenidade original e construtiva.

Foi-me o verdadeiro abrigo; E não por a sua proeminente posição me suportar os volúveis desejos de viajante mas, porque a família que me apresentava fazia daquele período da minha vida uma harmoniosa compilação de momentos irrepetíveis.

Parto do que foi uma casa: Do que é uma casa; do que será...

terça-feira, outubro 11, 2011

Canais

Uma voz morta acompanhava um frenesim de euforia afogado em asfalto; Atropelavam-se informáticas, derivavam-se interesses desmotivados.

O cheiro de milhões de pinheiros condenados a um caos prematuro entrava pela pequena janela e partilhando-me com um ar demasiado condicionado, lembrava-me que mesmo condenada a natureza continuava a ser a mãe de todos nós.

Partilhavam-se assim os valores que guiavam agora nossas vidas e ainda que ambos entendesse-mos que estes não podem ser metidos em balanças, descrevíamos sem medo momentos assinados com o nosso sangue.

Espelhos

Escrevo porque não sei falar.. Escondo-me nas palavras que liberto às escondidas encobrindo um envolvimento tenaz, astuto, por vezes sábio; Aqui se encontra a barreira entre o espontâneo e o espontaneamente relido, entre o que é uma profunda ligação à arte e o que é somente a arte reaprendida.

É preciso mais para criar com o espírito, para carregar símbolos nas expressões e sem qualquer tipo de consciência exportar para o mundo exactas descrições de outra qualquer realidade; As verdadeiras realidades são sempre presente, profundamente interligadas com cada acontecimento do universo e só na nossa capacidade de nos reconhecer-mos como parte deste algo maior encontramos a resposta para todas as perguntas inatas.