
Chão, de terra se acumula; entre os quadrados brancos se vê sujo o que nas gentes já não me suja a vista.
Interessam-me os gestos, os olhares, os passos limpos ausentes da sujidade que se nos cola e nos afasta de uma realidade maior que a individualidade comprada ao peso de quem somos.
Aqui sentado, lavaram-se as roupas, mas não existem máquinas que lavam almas. De qualquer jeito, todos somos compostos de partes sujas.
