Eram como bolas de fogo pairando no breu do céu invernalCurioso, observei-as como quem vê a primeira luz da vida e quase sem fôlego contemplei a sua natureza como se num só instante tudo pudesse acabar
Os seus movimentos pareciam lembrar constelações num constante movimento, como se a criação do universo pairasse sobre mim
Lentamente, como se o sopro de uma deusa gentilmente as acariciasse, afastaram-se
Ao sentir a magia escoar-se corri ao seu encontro, tentando sem asas acompanhar um pouco mais da sua beleza
Segui então as suas pegadas. Dirigi-me como pude, mas sem asas nem anjos rapidamente lhes perdi o rasto e em breves instantes apenas uma dessas arcas de sonhos preenchia a minha presença
Foi então que parei
Descansei enquanto a ultima pairava sobre mim, imóvel, como quem chama por nós num grito inalcançável
Já sem esperança, contemplei-a mais um pouco. Absorvi por inteiro o que dela restava até que as chamas que lhe davam vida cederam a um ultimo suspiro
Incrédulo, desisti
Voltei então ao meu caminho marcado por tal sensação. Iluminado, perdido, confuso com o que de tão belo se passara, convenci-me que o mistério permaneceria eterno
Foi então que percebi

Sem comentários:
Enviar um comentário