sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Voos

Depois do auge, vem a tormenta

Falta-me aquele reduto de tranquilidade que tão bem representavas.
Sinto-me só

O corpo extingue-se e sem mão que o segure tudo parece não passar.
Sinto-me desamado

A fragilidade do espírito face ás repentinas mudanças de cenário abriu espaço para o vazio.
Sinto-me sem rumo

Enganas-me em sonhos e sem luto ou piedade fazes-me acordar.
Sinto-me logrado

Não sei mais quem és e a incerteza das situações despromove a confiança.
Sinto-me mal

Envenenaste-me o sangue e com tenazes em chama abriste o meu coração.
Sinto-me pouco

Contudo, o que me fazes sentir, seja ou não verdadeiro, assalta-me sem aviso para me relembrar que basta viver para amar.

Depois do auge, vem a tormenta

4 comentários:

  1. Mas quem és tu??..

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  2. Hello..Desculpa, Ana.
    Fiquei impressionada com a tua escrita. Mexeu comigo. Parabéns!

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  3. Muito obrigado Ana! Não tenho dado muita atenção a este cantinho ultimamente... Obrigado pelo acordar :)

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