quarta-feira, janeiro 26, 2011

EXA I

As estrelas cintilantes, que deambulam por estas ruas escondidas, parecem apenas perecer perante os olhos malvados de um poder há muito corrompido.
Os sorrisos fechados, por entre as paredes erodidas, abrem-se jovialmente, quando à sombra de tectos protegidos por semelhantes.
A força de espírito, ainda que perseguida por senhores da luxúria, parece nunca baixar guarda e sem rodeios ou superstições, vai avançando lentamente.

São humanos, pensamos nós. São bestas, pensam os vis.

A diferença que o lado humano tem na percepção da realidade, faz-me acreditar que o errado não prevalecera eternamente.
As repugnantes crenças que irrompem dos calabouços da mesquinhez, degradam a cada dia que passa, este aglomerado de gente a que chamamos de humanidade.
É um prazer, descobrir que algures, escondidos, cercados e acanhados por meios de estupidificação, existem ainda redutos onde a vida pode ser livre.

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