Tudo era mágico e serenoPorquê a necessidade que destrói o instinto?
Porquê esta magoa que viola os direitos?
Porquê humilhar os caminhos passados?
Farto de me procurar, apenas encontro restos de mim, restos de ti, restos de nada. Aos poucos revelam-se maiores que eu, revelam não querer emergir, querem ficar.
As liberdades assumiram posições, as armas estão apontadas e a rendição não é o caminho para a vitória. Bebe mais um copo
Porquê a falta de brio?
Porquê não dar importância?
Porquê a indiferença?
Deixa-me entregar o corpo aos céus, deixa-me voar sem braços atados, deixa-me respirar.
Desatino com tarefas que não existem, com rotinas que já morreram. Desalinho o que nasceu alinhado e tentando forçar a redenção, parto pelo meio o que restava de desejo.
Foge dos pensamentos, corre para longe e envolve-te nas sombras duma luz que aquece. Só mais um cigarro
Porquê o mau estar?
Porquê a ansiedade que busca por ti?
Porquê a vontade do teu respirar?
Não te quero, não te pertenço! Pertenço apenas aos meus caprichos, às minhas glórias, aos meus pecados. Porque tinhas que ser capricho? Não bastou amar? Não bastou a virtude? Desaparece de onde não pertences! Afasta-te dos meus sonhos! Afasta-te de mim!
Tudo era natural

Muito bom mesmo, adorei!
ResponderEliminarAqui eu estou diante de um poeta! Encantada!!
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