Dormito sobre uns ombros que não me pertencem, enquanto me deixo embalar agarrado a responsabilidadesMantenho clara a visão de um mundo real, ao mesmo tempo que encontro na fantasia uma exibição de consciência que nada posso fazer para mudar.
Retomo liberdades enquanto o calor me encharca, mas adio férteis recompensas com medo de não encontrar o lugar perfeito.
Vivo num débil equilíbrio que preenche os sentidos, ocupando-me cada pedaço numa frenética batalha onde busco direitos poéticos. Acovardo-me com as trocas banais da vida e sem capacidade para me libertar dessa chacina, espero por quem me queira encontrar.
Caminho nas entrelinhas da provação, divulgando regras que descendem de um instinto irracional. Agarro-me a ti, na esperança que a razão não sucumba na mágica casa da agonia.
Acordo sob um tecto que não me pertence, enquanto me deixo embalar agarrado a responsabilidades

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