Novas vontades, novos desafiosA preguiça asfixiava-me à medida que os dias passavam. Flutuava numa certeza incerta de não estar a sugerir o caminho correcto; Procurava mudar.
Tentava agarrar um qualquer sinal que provocasse atenção, sem no entanto manchar uma imagem à muito esbatida pelos caprichos da insatisfação.
Sentia-me desiludido, inconformado com hipotéticas premissas, mas ao mesmo tempo, confortável com a triste rotina que vivenciava a cada dia. Parava cada vez mais, respirava cada vez menos.
Abandonei refúgios, lutas, artes e durante aqueles dias, entreguei a consciência a um sono profundo. Tentava travar a indolência que me consumia, mas logo chegava a inércia, cruel e capaz, arrancando à dentada vontades e servindo-a de bandeja a um destino qualquer.
Sentia-me mal por não contrariar. Sentia-me fraco por não saber trancar armários; Sentia-me preso.
Um dia, tudo mudou. O esperado aconteceu, libertando a minha mente de desculpas para fazer o mais correcto; Sem pensar, avancei.
A vida calmou o chamamento. Apenas me coube escolher o destino

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