Ao passear outro dia pelo panorama das mentes que me rodeiam, cheguei à conclusão que a maior motivação deste belo povo à beira mar plantado, é a infinita capacidade de sofrer perante as facilidades da vida.Somos um país de poetas sofredores, simples homens abençoados pela língua de Camões e apunhalados pelo choro da guitarra portuguesa.
Lutamos ferozmente nos momentos espinhosos e sem altivez perecemos facilmente nos braços dos costumes.
Somos gentes bondosas, inteligentes e hospitaleiras. Amamos uma cultura de paixões e prazeres, e empurrados por séculos de triunfosas conquistas, deixamo-nos levar na leve brisa que vem do mar.
Agarramo-nos facilmente à doçura dos hábitos, somos dependentes de sentimentos. Somos indisciplinados navegadores, grandes artistas da alma e brilhantes génios da espontaneidade.
Abolimos a disciplina, abraçamos a sujeição. Temos cultura de vida, corre-nos saudade nas veias.
Temos sede de conquistar liberdades há muito perdidas, mas, quase sempre é abafada pelo sofrimento que usamos para cobrir metáforas de vidas em vão.
Alimentamos uma estabilidade fácil, caseira e cara. Carregamos um coração doce, vadio e brejeiro.
Como escreveu Jorge Dias em tempos: “Para o Português o coração é a medida de todas as coisas.”
Temos sede de conquistar liberdades há muito perdidas, mas, quase sempre é abafada pelo sofrimento que usamos para cobrir metáforas de vidas em vão.
Alimentamos uma estabilidade fácil, caseira e cara. Carregamos um coração doce, vadio e brejeiro.
Como escreveu Jorge Dias em tempos: “Para o Português o coração é a medida de todas as coisas.”

consegues ser poético e prosaico e mudar facilmente de registo. aqui está uma boa crónica!
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