sábado, setembro 04, 2010

Ruas I

Lembrais-me que sou feliz
São apenas dias, sóis que se põe e levantam num movimento tão perpétuo como a nossa existência. São palavras jogadas em copos de vinho, apertos que nos tocam e harmoniosos cantos primitivos que nos resguardam de uma solidão sorrateira.
Jogai-me ao vosso parecer
Foram travessas galgadas, noites sofridas num absoluto cumprimento imbecil. Foram descobertas sem sal, imitações de originalidade que ao me esforçar por entender, apenas me trouxeram a certeza, que livre de pisos se encontra todo aquele que queira ser ele mesmo.
Tratai-me como se vos tratásseis
Joguei o vosso jogo. Lancei os dados viciados por bestas, absorvi o veneno deixado para me usurpar e já à espera que a sorte não me calçasse, cuspi-vos nos olhos o que dele restava em minhas veias.
Libertai-vos de preconceitos e abri-vos a um mundo melhor
Misturei entre mágoas um pouco de todos vós, talhei cada espinho com mãos de artesão, e em botões de rosa transformei algumas das pedras que encontrei no caminho. Converti-me com a transformação, alterei gostos e sorrisos, saboreei luas e costumes, e enquanto esperava por me libertar, ganhei mais uma tentativa.
Lembrais-me que sou feliz

2 comentários:

  1. posso-te citar?


    é que às vezes apetece pegar nas tuas palavras e torná-las nossas para expressar ideias/sentimentos e devolvê-los ao mundo empírico.
    ...é por isso que as pessoas oferecem ou sugerem livros: para dizer a alguém aquilo que elas não conseguem dizer :)

    *agridoce

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  2. Sabes que as tuas sugestões serão sempre bem vindas :) Quanto às palavras, podes fazer com elas o que de melhor souberes fazer!

    Obrigado*

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