Respirei-teSenti-te por dentro, soube corar-te. As sombras passavam e nós ficávamos; Quietos, gentis, inocentes. Esperávamos entre embrulhos, mexíamos lábios, sentíamos sons. Absorvíamos essências esperando oportunidades. Víamos por dentro e suspirávamos traições.
Embalei-te suave, soaste lasciva. Perjuraste ternuras ao passo de caprichos; Ganhas-te fulgor, dobras-te gestos. Tremias-me o peito tragando prazer. Afastei bordados ansiando encontrar. Cuidávamos sentidos, entregávamos deleite. Largaste mascaras e despiste costumes. Corrias sem medos entregando poder. Vaidosa sorrias, fingias controlar. Adiaste costumes, quebraste correntes. Deixámo-nos levar.
Navegámos na transitória esfera da criação e com túmidas vontades inflamámos paixões. Libertei-me de mim, cedi ao teu ritmo. O ambiente encolhia, o tempo parava. Elevámos propensões e criámos redutos. Foi imortalidade efémera. Éramos impenetráveis, éramos um só.
Inspiraste-me

gostei.
ResponderEliminar