sexta-feira, fevereiro 04, 2011

EXA IV

Tento não adormecer

Os desejos crescem, e com eles, uma consciência alargada, torna-me um cidadão do mundo.
O berço da civilização ocidental, absorve-me, digere-me, e sem confusões ou intrigas, cospe-me de volta ao século XXI.
Altero percepções, acordo dormências, e como se regredisse para um estado mais ágil, encontro uma solução.
Estamos aparentemente tão longe, e ao mesmo tempo, tão próximos de conseguir o que há tanto se idealiza.

Vejo pequenos passos. Vejo graça nos actos

Enquanto alguns se mitigam, muitos outros se abrem, e, com as vitórias de todos, construo um caderno de permissões.
Violo indolências, altero capacidades. Descolo-me de falsas simpatias, e sem nada a perder, vou ganhando esta batalha.
Os actos são pequenos, ainda. Os gestos são pouco férteis, mas produzem. As chamas da autoridade, têm agora que escolher caminhos.
Quanto a nós, temos que preferir, pois aos poucos, a desumanização torna-se escolha, e não um requisito para continuar.

Tento libertar-nos

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