terça-feira, abril 05, 2011

Anjo I

A visão agarrava; O jogo de luzes enganava o local
A sedução arrastada pelos dias, intensificada por sons e dramaturgos embriagados, fazia-me procurar
Levava-nos por singelas sensações, momentos ligeiros que sem quebrar a harmonia do tempo carregavam de medo e desejo o meu coração
Dizia que sim; Agia que não; Soltava o acontecer...
Enrolava toques e suspirava nervosismos; Caia em velhos novelos; Encontrava onde repousar
Tornou-se livre; quase natural. Tratas-te de me cuidar
Repousei nos teus braços delicados e quase sem respirar, deixei tudo ir contigo, com as luzes, com a lua e as estrelas;
O sol nasceu, e com ele, nasceu também uma fada
As fadas transportam contos e magia por entre eras, atravessam planícies de duvidas, entregando esperança
Nunca acreditei em fadas; Nunca acreditei em contos
Felizmente, acreditei em ti

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