A cada dia que passa, novas verdades abrem-me portas a uma revolta que começa a transformar-se em necessidadeSinto que passei toda a vida a jogar com dados viciados, e sem perceber o porquê dos infiéis resultados, atribui-a a culpa à vida em si. Depois, aos poucos, tentei perceber o porquê de tanto desequilíbrio à minha volta, e acabei por entender que já nenhum de nós lança os dados, os dados seguem já um caminho predefinido por um sistema de que também fazemos parte.
Temos as mãos amarradas por redes demasiado complexas para decifrar individualmente, enquanto os nossos cérebros foram já formatados por necessidades e intensivos esquemas globais.
Ofereceram-nos mundos de estímulos, de cores e sabores, de pura fartura e deleite, e em troca, levaram-nos a identidade de uma espécie, a liberdade da vida e as inesperadas resoluções do destino.
Tiraram-nos tudo em nome de um deus que não existe mas que persiste, em função de um meio assente em princípios errados e que nunca funcionou.
Os crimes são infindáveis, as violações de direitos básicos ultrapassam a nossa capacidade de absorver informação; Os interesses são agora absolutos. Tudo serve para alimentar este sistema; Já não existem regras, bom senso ou sequer aquela leve réstia de compaixão que nos faz distinguir o certo do errado.
A economia tornou-se orgânica e como uma árvore que se consegue alimentar de tudo o que a rodeia, transformou-se num monstro com infinitas ramificações, que em pouco tempo, chegou a todos os cantos do planeta alimentando-se de tudo que o existe.
Fomos amarrados a necessidades que não nos pertencem, a interesses que nunca foram nossos, e sem aparente alternativa em mente, deixamos-nos enterrar cada dia mais fundo numa conspiração que há muito perdeu o controlo.
Infelizmente, foi preciso bater no fundo para começarmos a acordar, para a inteligência de uma família de seres se voltar a reunir num propósito maior. Ainda assim, somos poucos, apenas meia dúzia de almas constrangidas quando comparado com os milhões que continuam a sufocar sem perceber porquê.
É verdade que nada voltará a ser como antes; É um facto que os poderes instituídos não cairão facilmente. Contudo, é também verdade que se nada fizermos, o triste (mas ainda habitável) mundo que conhecemos hoje, em poucos anos se transformará num vazio demasiado difícil de suportar.
É tempo de agir, de nos perdoarmos os erros que permitimos, de nos reeducarmos enquanto espécie.
É tempo de nos unir-mos, de repensarmos ideias, de olhar para alem do nosso umbigo.
É tempo de readquirir liberdade, de forcar direitos que nos roubaram sem perguntar.
É AGORA O TEMPO; É ESTE O MOMENTO EM QUE O FUTURO SE DECIDE!
Está na altura de trabalharmos todos pelo que de mais importante temos;
AS NOSSAS VIDAS E AS DAS GERAÇÕES FUTURAS

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