terça-feira, maio 24, 2011

Frames II

O dia brilhava alimentado por um sol radiante e expressivo que me acamava naquele pedaço de terra. Era só mais um porto, mais gentes, mais um dia, mas como em outras ocasiões a preguiça que me ajudava a saborear o momento fazia-me também entender que em todas as ligações existe um vazio, um poço de nada que apenas transporta a energia que nos suporta. Entre Lisboa e Almada, duas células da humanidade que construímos como pudemos, continua a correr o Tejo. O tempo passa, as paisagens mudam, mas certos vazios estarão sempre presentes para nos lembrar que ainda que deles nos sirvamos, nada podemos fazer para os tornar nossos.

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