Sinto-me doente enquanto desvendo as armadilhas que nos “mantêm“ “sãos”.Não é a irracionalidade dos vícios que me assusta, mas sim a nocividade que rodeia o obter de necessidades básicas para a sobrevivência da espécie.
Posso suportar os meus vícios; Acima de tudo, continuam a ser escolhas, que, ainda que contaminantes, são minhas. Já a falta de acesso a meios de subsistência saudáveis e livres de falsas verdades, liberta em mim uma revolta que mancha de negro o peito e joga sobre a alma uma cortina de incredibilidade.
Como nos deixamos levar por tão esbatidas e pouco convincentes canções de embalar? Como cheguei ate aqui tão ignorante…
É a facilidade do caminho, a aparente ausência de escolhas, a “sempre correcta” influencia que nos rodeia a cada segundo das nossas vidas.
Somos tão maleáveis, tão doces e transigentes enquanto seres, que na aparente ausência de necessidades, deixamo-nos contaminar por todo o tipo de actos desprovidos de valor.

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