Chama... Chaga... Chacina... Talvez apenas vacina, intrépida, voraz, mortal... Um fluir de segregação artesanal que me torna, me foge, me íntegra; Inspira-se como ar expira-se como fumo e o transformar esquece dentro o uso da salvação... São como marcas de paixão, do amor devastado, perdido, retaliado... Graves, bêbedas, confusas; Dêem-lhes tempo para trabalhar... Precisam não só de ar mas também de alimento, de chumbo emotivo, tormento, de aprisionamento popular... O mar nunca será o mesmo, lento, altivo, brutal... Talvez quase que o seja mas num diferente momento as correntes que acorrento mudaram de barco opulento para semelhante vegetal... Ainda assim cruzar-se-ão, trocarão conhecimento, pois tanto lamento nas veias poderia nunca ser carregado como tal... Semblante opressivo pintado de falsa alegria deste lugar à ilusão que aconteceria um dia pois ainda que magia só apenas não valia desistir de nunca a ver.Chamas... Chagas... Chacinas... Aparecem-me meninas, pintadas, vestidas, bordadas; Uma honesta conjectura que brilhante certamente faz-me ter eternamente esta mágoa de sal... Dilui-se, evapora e suscita, mas depois de a cama feita só aprendo que não deito nela a fêmea fatal... Graves, bêbedas, confusas; Caíram por terra um dia... Talvez tenham já caído, talvez nunca tenha existido para além do meu quintal... Surgiriam assim perguntas, tenras, ilusórias, juntas, mas que num’ alma de tango não precisam de ser soltas se a dança invoca o real... Culpemos então o rácio, lógico, sereno e crustáceo, altamente protegido, rasteiro, camuflado, escondido, mas que no final de contas apenas passa por mal.
Será o desejo a chama, que não queima mas inflama, incha, expande, acama e que mesmo sem sentir continua a existir como vicio ancestral?! São lamentos inequívocos, sonhos tomados em sonhos, ideias que invocam paixão...
Chama... Chaga... Chacina... Serás sempre um véu difuso que depois de tanto uso me deixa despido de tal; E no meio desta confusão, cresce a alma, cresce o tempo e tudo o vento transforma como se nada existisse afinal.



















